Bullying: o que está por trás?
Trabalhando com a área de mediação de família e Oficinas de parentalidade, tenho verificado que muitas famílias em situação de conflito, narram dificuldades comportamentais dos filhos no ambiente escolar.
Ora, afinal de contas, temos que de fato os filhos se espelham nos pais!
E estes, vivenciando um contexto de violência, tendem a reproduzir o que veem nos ambientes em que estão inseridos, como a escola.
Assim, cabe às escolas estarem atentas a certos tipos de comportamentos e verificar, com as famílias, o que pode estar contribuindo para essas atitudes.
Sabemos que, para muitos, não é fácil abrir sobre a vida privada, familiar.
Porém, é importante haver uma troca de informações para que a criança ou o adolescente possa receber na “outra ponta” ajuda para a situação conflitiva que vem vivenciando.
Isso não acontece somente quando a família está passando por algo mais robusto, como um divórcio, mas quando passa por alguma situação de conflito em que os filhos são inseridos de alguma forma.
Assim, para trabalhar questões comportamentais no ambiente escolar, precisamos ter uma visão mais ampla de que possivelmente algo não está bem também no ambiente familiar do aluno!
E, quando possível, dialogar de forma aberta, buscando verificar a situação, por ele, vivenciada.
Atos de violência, refletem algum tipo de necessidade não atendida!
Conscientizar sobre a importância do se autoconhecer e ter inserida dinâmicas, brincadeiras e outra abordagens que falem sobre gestão de emoções, é fundamental nesse processo.
Assim como a capacitação dos professores que estão na linha de frente para lidar com essas dificuldades de comportamento, e não só quando estamos diante de crianças portadoras de necessidades especiais.
Nesses casos também existe uma necessidade importante de escuta, de atenção, que talvez face ao conflito vivenciado em casa, não esteja podendo ser atendida…
E aí a violência manifesta-se como uma forma de chamar atenção para esse problema.
Algumas escolas particulares já perceberam a importância desse investimento e têm implementado programas que abrangem esse conhecimento socioemocional também.
Porém, essa, infelizmente, é uma realidade bem distante da maioria dos alunos, principalmente dos que estudam na rede pública de ensino.
Assim, trazer à reflexão esse tema, tem sido de fundamental relevância para tentar, minimamente, lançar um olhar sobre esses menores!
Menores que, muitas vezes, não conseguem ser percebidos nem no seio familiar, nem no ambiente escolar, e que carregam consigo uma série de questões internas para serem trabalhadas.
Se o adulto, muitas vezes não consegue lidar bem com os conflitos que vivencia, que dirá as crianças e os jovens?
Sendo essas questões importantes de serem pontuadas e aclaradas, como uma forma de reflexão, inclusive, para as famílias!
Então se você, leitor, refletiu sobre essa situação e vem me acompanhando, já manda para alguém que seja útil essa reflexão!
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